sábado, março 29, 2003

Às vezes o silêncio fala mais que mil palavras

quarta-feira, março 26, 2003

Precisão cirúrgica

Por que discutir a precisão das armas ultra modernas americanas na guerra e não discutir a capacidade de ação da polícia brasileira ?
Não consigo entender e muito menos deixar de me indignar com as notícias sobre balas perdidas que mataram jovens em São Paulo e no Rio de Janeiro. Por que a polícia reage com tiros a um assalto de metrô? O que foi roubado? Dinheiro? Quanto? Vale à pena puxar uma arma num local com centenas de pessoas circulando? O assalto foi filmado e por que não realizar investigação posterior ou seguir os bandidos pelas ruas até que um ação seja "segura"?
Por que uma garota de 14 anos é morta numa troca de tiros estúpida?....a nossa polícia não está tão desaparelhada, mal paga , mal treinada? Então que se analise quando vale à pena realmente usar uma arma.

segunda-feira, março 24, 2003



O Oscar

Violência. Só a deles. Bombas, tiros. Só "cirúrgicos" como no Iraque. Depois que "Cidade de Deus" não entrou para a corrida desse ano, jurei que nem assistiria a cerimônia. Mas não consegui cumprir a promessa e valeu à pena, afinal. Foi uma das melhores "festas" dos últimos anos.

Nosso Caetano deu um show es-pe-ta-cu-lar e foi nossa "lavada de alma" . Estava chiquérrimo, como sempre. Não levou como melhor canção mas, mostrou para todo o mundo sua voz e afinação maravilhosas. Era o Brasil no Oscar. Mesmo que em inglês!!

O bravo e destemido documentarista Michael Moore não jogou seu discurso fora, apenas com agradecimentos, e praguejou contra Bush. Foi espetacular, apesar das vaias. Houve muitos aplausos, também. Ele como muitos outros, sabe que não dá para toda uma classe de artistas se calarem diante de um presidente como Bush.

Vibrei com Almodóvar levando o prêmio de melhor roteiro original. É um dos grandes diretores de hoje e sabe falar de amor e de relações humanas, como nenhum outro. "Fale com ela" é belíssimo e não pode deixar de ser visto. Homens, assistam....Leiam o Jabor falando do filme e do amor, também.
De Almodóvar não esperava outra coisa e muito fino, deu seu recado evocando o estado de direito internacional. Bravo!!!

Da lista de concorrentes a melhor filme só havia assistido "O Pianista" e portanto, era meu favorito. Mas é um grande filme. Merecidíssimo o Oscar a Roman Polanski. Não sei de "Gangs of New York" apesar de Scorsese ser Scorsese.

Mas o ponto alto na minha opinião foi ver a Academia premiar Adrien Brody, outro que não se calou. Pulei do sofá!!! Entre seus adversários, dois dos meus atores favoritos: Jack Nicholson e Daniel Day- Lewis.
Adrien está estupendo no papel do pianista que luta pela sobrevivência na Polônia ocupada pelos nazistas. Que lindas sua emoção e surpresa ao ter o nome anunciado como o vencedor. Que expressão nos olhos tem esse rapaz. Foi aplaudido de pé pelos companheiros. E que beijo cinematográfico em Halle Berry. Que sorte teve esta mulher!!!


ps: melhor que tudo, porém, foi saber do vencedor do "Framboesa de Ouro" de pior ator: Roberto Benigni por Pinóquio. Sem link...

sexta-feira, março 21, 2003

Sobre a Guerra

É mesmo muito triste e assustador que milhões de pessoas no mundo todo unidas por uma desejo comum, de paz, não consigam sequer se fazer ouvir e que suas vozes, cartazes e manifestações sejam completamente desprezados. Nem mesmo, dentre esses, aqueles americanos que se opõem à guerra. Estamos confirmando que o presidente dos EUA, sendo ele, um louco, claro, faz o que bem entender, quando entender e que muitos e por muito tempo pagarão por isso. Não haverá mais segurança em lugar algum, pois, há empresas, órgãos, escritórios americanos e, também, ingleses, pelo mundo todo.
Que o mundo e, também, muitos iraquianos gostariam de se ver livres de Sadam Hussein, não há dúvida mas, a maneira como isso será levado a contento fará toda a diferança. Sadam pode sair como um mártir desta guerra e ter sua imagem de ditador cruel até esquecida ou amenizada.
O que poderia acontecer se os EUA esperassem o prazo de um mês a mais para as inspeções no Iraque?

Alguns jornalistas e artigos que valem à pena ser lidos.
Carlos Heitor Cony : "Nenhuma guerra dura seis dias" (Folha de S.Paulo)
Luís Fernando Veríssimo: "Nomes de respeito" (O Globo on line)
Cobertura da guerra por blogueiros do mundo todo: "Blogueiros fazem cobertura independente da guerra" (UOL)
Nicolau Sevcenko :"De volta à Idade Média" (especial para a Folha)

segunda-feira, março 17, 2003

Na Semana Passada




Sonho de consumo
Ter estado em NY, dia 10 de março, e ser convidada (sonho, mesmo!) pra ver minha banda do coração entrar para o "Rock and Roll Hall Of Fame".
Que banda? The Police!! Como eu era vidrada neles..."Every breath you take" foi e continua um hino. Que saudades!!!





Cinema
Na terça-feira fui assistir ao filme "O Pianista" e até hoje me pego com as lembranças das suas fortes imagens. Elas retratam o holocausto de uma forma crua e real...supera até "A lista de Schindler". Chorei várias vezes durante a projeção, xinguei (isso mesmo!) e ao final tive que me conter para não sair da sala em prantos e soluçando. Isso já aconteceu comigo antes. Num filme de temática diferente mas, com algo em comum: a que ponto pode chegar a barbaridade, a violência e o desprezo que um ser humano é capaz de dirigir a outro.
Voltar a falar sobre o holocausto será sempre necessário e acho que todos deveriam ver o filme. É algo que precisa ser lembrado para não ser repetido....
E que forma de manifestação que não o cinema pode dar a real dimensão do que se passou. Por diversos momentos, me senti expectadora não de um filme, numa sala de cinema mas, expectadora da guerra mesmo, espiando pelas janelas estilhaçadas, como o protagonista.
O Jabor disse que achou o filme um pouco esquemático e até entendo e concordo mas, ainda assim o resultado final é belíssimo, comovente, inesquecível. E a trilha sonora é maravilhosa. Imperdível!

Ainda cinema...
Revi na televisão, "O Nome da Rosa". Não li o livro mas, ainda o farei. Adoro a estória do monge apaixonado pelos livros e ávido pela sabedoria dos clássicos buscando desvendar crimes misteriosos à la Sherloc Holmes, e lutando contra a Inquisição. A sequência na biblioteca quando o monge encontra o segundo volume de "A Poética" de Aristóteles, que estava desaparecido e ficava escondido por fazer apologia do "riso", sua satisfação e o incêncio que se segue, é super. Fico sempre pensando em todos aqueles livros perdidos e a na biblioteca maravilhosa que desaparece...Vale rever sempre!

Futebol
Adoro meu vizinho do andar de cima. Garoto esperto, 10 anos, toca um sax quase "profissa", já apareceu no Jô, na Galisteu... Mas tem um defeito grave: é corintiano. E como pulou e gritou no jogo de domingo. Quase fui pra janela fazer o mesmo. No final, ele se deu bem...mas vem revanche.

quarta-feira, março 12, 2003



"Uma lágrima
Para Al Hirschfeld, o grande desenhista da New Yorker, que era sinônimo de sofisticação ao estilo Algonquin, o hotel onde a revista nasceu: elegante, irônico, divertido, chique. Depois dele todos os caricaturistas pensaram duas vezes antes de usar um traço a mais."

Daniel Piza
fonte: O Estado de São Paulo 27 de janeiro de 2003


Quando li esta pequena notinha do Daniel Piza resolvi seguir a pista, curiosa que sou. Fui para a www e cheguei à várias páginas sobre o caricaturista Al Hirschfeld. À medida que eu descobria seus desenhos, suas caricaturas, mais eu queria ir adiante. Fiquei encantada. Seu desenho é mesmo tão marcante e único que tive a impressão de já ter visto algum trabalho seu antes.
Acabei, claro, paralisada nas suas caricaturas e desenhos sobre o cinema. Hirschfeld trabalhou por anos nos grandes estúdios americanos, em publicidade e departamentos de arte. Foi no cinema onde descobriu a caricatura.
Na Amazon, descobri o livro "Hirschfeld´s Hollywood" publicado para acompanhar uma exposição sua na Academy of Motion Pictures Arts and Sciences. Não resisti. Adquiri...
São mais de 100 desenhos, posters, caricaturas. A capa é dedicada a Groucho Marx. Maravilhosa!!! E o interior, e a contra-capa...Uma delícia reconhecer os artistas através muitas vezes de um pequeno detalhe, um leve traço. Pois ao contrário do Groucho, outros não são tão evidentes mas, ele consegue captar o que de mais característico tem o ator.
Há outros livros seus, muitos outros....
Não dá para descrever o prazer de saborear cada desenho. Vale a visita ao link acima, uma galeira on-line repleta dos seus desenhos.


They´re back

Pra quem curte o programa Manhattan Connection os últimos meses foram de suspense. Como tudo que é bom na TV não dá lucro, estava ameaçado de extinção. Mas alguém resolveu bancar a parada e o programa continua. Ainda bem, pois ultimamente quase nada na TV tá valendo à pena. Principalmente aos domingos.

Acompanho desde a época do Paulo Francis que ora me irritava, ora me levava às gargalhadas. Mas acabou me conquistando. Era o melhor do programa, claro. Ou ainda, o grupo era melhor com ele.
Que figura da televisão falava daquele jeito arrastado? Quem era tão sarcástico? Quem mandava tudo pro inferno? E como era inteligente. Sim, porque pra debochar precisa ser inteligente.
Hoje temos o Jabor que faz as vezes do Paulo.
Tá certo que o programa de reestréia foi uma comédia, mas acho que é comédia mesmo, né?
Valeu pelas imagens engraçadíssimas do Paulo Francis repetindo a cada erro ou interrupção: "p...que p...."

ps: a trilha que fechou o programa, Glenn Miller, maravilhosa.
ps2: avisaram do site oficial do Francis: www.paulofrancis.com
A DIFÍCIL tarefa de escrever

Começar este blog não foi difícil tecnicamente. Contei com ajuda do amigo Fred, cronista de futuro e , também, vasculhei os "manuais".
Difícil mesmo, foi arranjar coragem pra começar a escrever. Vontade não me faltava, nem assuntos sobre os quais gostaria de debater. Mas me expor assim, publicamente?
Colocar minhas opiniões não é problema, nunca foi para mim; nem mesmo reconhecer que posso estar errada, equivocada ou mal informada. O difícil é expor minha maneira de escrever, minha redação, meu texto. Como é difícil....Que stress. A maneira de escrever pode fazer você soar piegas, politicamente incorreto ou correto demais, ignorante ou blazé....e jogar por água abaixo suas boas idéias e caros conhecimentos. No cara a cara tudo é mais fácil....

Passei por situação semelhante num curso de roteiro para cinema que acabo de concluir. Para se escrever roteiros é preciso seguir certas regras. Ora elas ajudam, ora elas atrapalham. No começo é difícil livrar-se das recomendações que recebemos ainda no colégio, sobre redação e estilo. Tendemos a ser literários. Isso é normal, avisou o professor. Em seguida , decidir-se sobre o que falar. Que estória contar. Aí é mais divertido. Debruçar-se sobre causos do dia-a-dia, pequenas tragédias ou situações cômicas; misturar lembranças, imaginação e sonhos. Vale tudo...mas o modo de escrever, a "falta de talento" pode pôr tudo a perder.

Mas...como só quem escreve, aprende a escrever (portanto, talento ajuda mas não é tudo, graças a Deus), estou já há meses passando por esse martírio. Masoquismo mesmo. Mas com objetivo a longo prazo..

Apesar de alguns tropeços iniciais, seja na propaganda do blog ou em pequenas infelicidades literárias pretendo seguir em frente.
Por favor, please, meus queridos amigos e parentes, não digam que eu sou maravilhosa, que meu texto merecia um Pulitzer. Me poupem de pagar esse mico, tá?


ps: para vocês verem como o incentivo da família ajuda....

"Essa é a Lu...
(por Dudu Meirelles)

"Viagem de carnaval para o Rio, de carro novo: R$120,00 com Mastercard
Queijo coalho com orégano, na Praia do Pepê: R$1,00 com uma nota velha
Almoço no La Plancha com os irmãos e cunhadas: alguns bons Reais com Mastercard
Frisa no sambódromo na segunda-feira de carnaval: muitos reais com Mastercard

Esquecer do aniversário do irmão que mora no Rio e escrever um artigo sobre o Carnaval dizendo "Fiquei na Barra por motivos de força maior"

NÃO TEM PREÇO !!!!"

terça-feira, março 11, 2003


tira censurada na New Yorker


Os efeitos da guerra

Não se fala em outra coisa a não ser nos possíveis efeitos da guerra dos EUA contra o Iraque. Efeitos para eles e para o resto do mundo. Mas nada me chamou mais a atenção e aumentou minha indignação, do que os efeitos que já se fazem sentir por lá. Nos EUA. E que afeta a própria opinião pública americana e sua capacidade de julgar esta guerra .
Para começar, a divulgação pelo sindicato dos artistas de "recomendações" para boicotar aqueles que forem contra a posição do governo americano de ir à guerra. Estão sendo criadas "listas negras" de artistas!!!
Para quem não sabe, isso já aconteceu depois da 2º Guerra Mundial, quando o medo era dos comunistas. Atores, diretores e roteiristas de cinema eram interrogados, em situações muitas vezes armadas, e obrigados a denunciar colegas. Muitos perderam o emprego, tiveram a carreira arruinada e nunca mais tiveram seus nomes limpos. Ainda hoje tenta-se corrigir essas barbaridades.
Alguns nomes que se manifestaram contra a guerra: Vanessa Redgrave, Harry Belafonte, Oliver Stone, Sean Penn, Susan Sarandon, Martin Sheen, Penélope Cruz, Edward Norton, Alec Baldwin...
Lembro-me de que alguns artistas ameaçaram deixar os EUA caso Bush se elegesse. Já sabiam o que vinha pela frente. A ogeriza, o medo e a repulsa hoje se justificam.

Também a imprensa vem sofrendo pressões para não se manifestar contra a guerra, ou melhor, contra o governo. O que de mais terrível vem acontecendo é que parece que muitos estão se curvando a essas pressões como denunciou o artista gráfico, Art Spiegelman , numa entrevista ao jornal Corriere della Sera. Ele trabalhou por dez anos na revista New Yorker e teve uma tira de quadrinhos censurada por se referir ao medo que se instaurou nos EUA após os atentados de 11/set.
Ele é outro que pensa em deixar os EUA e se exilar na Europa. Na verdade, ele não é americano. É sueco.

Gostaria de saber o que a população americana está pensando sobre tudo isto, e sobre o futuro da democracia, liberdade de expressão e de imprensa naquele país. Direitos previstos na Constituição, afinal ! Ou será que eles não sabem o que está acontecendo?
Spiegelman diz que se não fosse pela internet, sua própria visão do mundo seria limitada.

Até agora não consegui perceber em nenhum dos nossos periódicos e telejornais uma justificativa para a guerra. Será que não estou acompanhando como devia? Ou será que uma justificativa que valha não foi apresentada até agora?

segunda-feira, março 10, 2003

Impressões sobre o Rio e o Carnaval

Falar sobre este carnaval já é praticamente passado mas, como não queria deixar de colocar minhas impressões, aí vai...

É o segundo ano que desfilo no carnaval do Rio e a primeira vez que assisto. Adoro esta festa e sempre adorei. Desfilar, então, numa grande escola é uma emoção única. Eu realmente me sinto parte de um grande grupo com um objetivo comum. Mais, ainda: desfilar ao lado de pessoas da comunidade, conversar com elas na concentração me faz , por um instante sentir que as coisas são diferentes. Me esforço no samba no pé. Cantar, é comigo mesma...e a minha alegria na avenida é enorme.
No final do desfile converso com a "vice-presidente" da minha ala, ao lado de quem desfilei praticamente quase todo o tempo e ela me agradece pelo empenho.....Não moro no Rio e por isso, não posso frequentar os ensaios mas, no próximo ano, estarei lá.

Mas....existe o outro lado da moeda, ou melhor, a realidade.

Não sei se sempre foi assim. Mas hoje, o desfile das escolas é um programa para quem tem dinheiro. O povão, não vai. Só participam aqueles que recebem ingressos gratuitos da sua comunidade, mas, estes acabam às vezes vendidos a terceiros. Por que será?
Os ingressos são caríssimos e a grande maioria da população pobre do Rio não pode ir aos desfiles. O motorista de táxi que nos levou ao sambódromo me pergunta o preço da fantasia e tenho vergonha em responder. O preço da frisa onde fiquei é impublicável. Se ele tivesse me perguntado eu ia mentir..... Ele diz que um dia, ainda irá assistir aos desfiles.

O carnaval na avenida reflete bem como é o Brasil: uma massa nas arquibancadas de pessoas que ainda podem gastar um pouco com diversão e a "classe privilegiada" (na qual me incluo) nas frisas e camarotes, seja pagando ou de graça... nas graças de uma grande empresa ou do dono do camarote.

Até a inspiração das escolas não é mais a mesma. Hoje, grandes empresas bancam as escolas, ou parte do desfile em troca simplesmente .....do enredo.
Sei que as escolas precisam de dinheiro para realizar seu desfile e, inclusive, é por causa disso que eu e outros milhares de pessoas, podem desfilar. A venda das fantasias ajuda a pagar o desfile. Mas afinal, é uma festa popular e acho que essa participação ainda é válida. Mas deve haver um limite.

Não sei o que será do carnaval no futuro, ao menos, do carnaval na avenida. Ainda mais se a violência do tráfico quiser atingir o espetáculo.

Apesar de tudo fui dormir recompensada pelos desfiles emocionantes da Mangueira e Beija-Flor. Ver Jamelão, no alto dos seus 90 anos, puxar aquele samba maravilhoso falando de paz, foi inesquecível:

"quem plantar a paz, vai colher amor
um grito forte de liberdade
na estação primeira ecoou!"

-------------------------------------------------------------------------------------

Uma surpresa deliciosa foi ver um pequeno bloco chamado "Empurra que pega" desfilar pelo Leblon. Patrocício: Bar do Jobi. Depois veio o chopinho.....
Pra quem perdeu o "Simpatia É Quase Amor " e a "Banda De Ipanema" restou alguma coisa.....

Aliás, a "Banda de Ipanema" está nos cinemas . Vou conferir....

-------------------------------------------------------------------------------------

Por motivos de força maior, fiquei hospedada na Barra. Mas como foi que permitiram tanta barbaridade arquitetônica num mesmo lugar? Aquela estátua da Liberdade na frente do shopping é o fim da picada. Sem maiores comentários.....Aquilo tudo devia ser muito lindo.

------------------------------------------------------------------------------------

Soube que no interior, em alguns clubes, o baile de carnaval agora se chama "tecnera'. Tradução : carnaval embalado por música tecno. Ainda bem que sou de outra geração...

------------------------------------------------------------------------------------

Adorei o artigo do Jabor sobre o carnaval. Pra quem não leu, vale à pena!

------------------------------------------------------------------------------------

Pronto. Agora o meu carnaval já passou. O ano pode começar. Enquanto não escrevesse tudo que queria não ia sossegar. Nem que fosse até a páscoa....